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With Love.

With Love.

Efeito espelho. 

Íris, 20.02.24

 

 

Muitas pessoas que tenho encontrado conhecem a expressão do “efeito espelho” mas ainda não estão familiarizadas com a importância deste exercício no nosso dia-a-dia por isso achei boa ideia escrever sobre este tema. 

 

Todas as pessoas com quem nos cruzamos refletem em nós algo que, ou nós temos de valorizar em nós próprios ou algo que devemos mudar em nós próprios. 

 

Tal como o nome indica, são reflexos. 

Nós reconhecemos no outro, o que está presente em nós. 

Por isso é que se ouve dizer que devemos mudar em nós próprios em vez de tentar mudar os outros. 

 

Por muito que nos custe ver e admitir, os defeitos que reconhecemos nos outros não são nada menos do que defeitos que, inconscientemente, sabemos que temos. 

 

E os outros refletem em nós esses mesmos defeitos.  

Mas também qualidades. 

Quando reconhecemos qualidades nos outros deve-se também ao fato de reconhecermos estas virtudes em nós próprios. 

E isso é excelente, por isso valorizem as vossas qualidades! 

E não só, elogiem, é bom e faz bem! Não são só os defeitos que merecem ser verbalizados, principalmente as virtudes devem ser elogiadas, estas mais do que os defeitos. 

Mas é sempre mais fácil fazer uma crítica do que um elogio. 

 

Quando as pessoas “chocam” dizemos que chocam porque têm feitios idênticos e esta é a razão. 

Acabamos sempre por culpar os outros por estes choques, mas a verdade é que basta olharmos para dentro de nós e mudar alguns aspetos para estas situações deixarem de acontecer. 

Se desejarmos ter melhores relações na nossa vida o “truque” é este. 

Aproveitarmos cada oportunidade para reconhecer algo em nós que deva ter alguma atenção, admitirmos a nós próprios os defeitos nem sempre é fácil, mas vale muito a pena. 

As relações que nós temos, sejam elas de que natureza forem, precisam de ser curadas para termos uma vida mais feliz e termos sobretudo paz. 

 

Sobretudo pessoas que nos provocam reações menos positivas. Principalmente nestas alturas devemos ter calma, abrandar e assim que pudermos, analisar o que sentimos, e perceber o porquê deste sentimento ser desencadeado.  

 

Olharmos para nós próprios, é como nos despirmos. Mas não temos de ter vergonha. 

É essencial para nos tornarmos melhores pessoas, se for esse o nosso objetivo. 

 

Uma coisa asseguro: pode ser difícil ao início. Mas a felicidade e a paz de espírito que nos trás vale cada momento em que paramos e olhamos para nós próprios. 

 

Não vale a pena estarmos em picardias constantes com as pessoas á nossa volta. 

E podem ter a certeza que os conflitos vão começando a deixar de existir. 

 

Porque assim que não reconhecermos mais estes defeitos nos outros, vamos deixar de sentir que as pessoas nos incomodam, pois já não nos identificamos mais com os defeitos dos ”outros” e começamos a lidar de uma forma muito mais saudável e tranquila com todos á nossa volta. 

 

Ser feliz não é difícil mas exige trabalho. 

 

 

Stress. 

Íris, 05.02.24

 

 

O stress é algo que faz parte do nosso dia-a-dia. 

Na maioria das vezes nem nos deixa raciocinar da melhor forma, mas, como já estamos habituados nem nos damos conta. 

Recordo-me quando me vi embrulhada entre confinamento, a ser dispensada da empresa em que trabalhava, ao mesmo tempo a família estava em constante discussôes e a minha vida pessoal estava simplesmente na pior fase possível. Além de muitos outros acontecimentos, todos eles aconteciam em simultâneo. 

Estava sem chão. 

 

E a minha cabeça não parava de pensar em tudo e quanto mais pensava pior, noites sem dormir, o que acabou por se refletir também na saúde no geral. 

 

Um dia aconselharam-me a experimentar ansiolíticos homeopáticos para atenuar o stress. 

Sempre fugi de todo o tipo de medicação e nunca tomava nada, a não ser que estivesse mesmo bastante doente. 

 

Tomei dois dias os homeopáticos e quase que por magia dei por mim a respirar melhor, a dormir, a conseguir comer e bastante mais tranquila. 

Comecei a pensar sem aquele stress todo e comecei a dar conta de quem eu era com e sem stress. 

A diferença é horrivelmente gigante. 

 

Dei por mim a pensar que jamais queria voltar á confusão mental na qual me encontrava. 

Não dei conta de como lá fui parar, ao fundo do poço no meio de uma confusão puramente mental. 

 

Comecei rapidamente a raciocinar sem o stress e em pouco tempo resolvi a minha vida. 

Resolvi todas as questões gradualmente, comecei a dormir e a seguir o que me fazia sentido. 

 

Hoje em dia olho para trás e não me identifico de todo com a pessoa que eu era em modo stress. 

Não gerimos emoções, ficamos apagados, apáticos, andamos em círculos e não vimos soluções para nada, além de que parece que atraímos ainda mais problemas. 

 

Sair desta espiral de negritude foi a melhor coisa que me aconteceu. 

Consegui ter controlo sobre a minha vida novamente. 

 

O stress é o nosso maior inimigo, traz os medos todos alinhados prontos a sacudirem-nos para todas as direções menos para a correta. 

 

Uma das prioridades que devemos ter em nossa mente é gerir o stress, porque tudo o resto conseguimos resolver com muito maior leveza. 

 

E não esquecer que stress atrai stress, e hoje em dia há milhentas formas de nos ajudarmos a sair destes “buracos” sem cairmos em dependências de medicamentos. 

Stress tira-nos anos de vida, de saúde. Tira-nos o que nós próprios nem sabemos que temos e só nos damos conta quando perdemos o chão. 

 

 

Apagão. 

Íris, 26.01.24

 

 

Muitas vezes falo de um possível apagão ao nível de todo o globo e geralmente a reação não é a melhor. 

Compreendo que possa parecer uma ideia demasiado extremista ou até exagerada. 

Quando falo deste tópico a maioria das pessoas ri e chama-me lunática mas depois começam a prestar alguma atenção e entendem que pode realmente acontecer por diversas razões. 

As razões são muitas, como guerra, testes tecnológicos. Seja o que for, o importante é saber o que fazer quando esse dia chegar. 

Não existe uma data, um ano, uma altura para que possa acontecer, mas se olharmos bem o rumo que o mundo está a tomar atualmente, percebemos que pode acontecer, está iminente. 

Não é o fim do Mundo, longe disso. 

Pode significar sim, o fim da forma como vemos o mundo, mas é apenas isso. 

 

O importante a reter é que assim que tudo o que é tecnologia parar, o nosso apego aos bens materiais vai causar pânico pela falta de controlo principalmente por contas e dinheiros, bens que tenhamos e que deixem de estar no nosso controlo. 

No fundo, a nossa falta de controlo sobre o que é supostamente “nosso” é que nos vai causar medo, confusão, pânico, porque tudo o resto vai continuar. 

Quando este momento chegar, apenas tenham em mente que se tudo o que é tecnologia parar, por razões lógicas, o mais indicado é ficar em casa e aguardar, sem pânico, sem medos, porque irá passar. 

Não sair de casa porquê? 

Conseguem imaginar o que um apagão possa significar? o pior exemplo possível são os desastres provocados por uma quebra de energia. 

Infelizmente é uma causa efeito a ter em consideração e por esse mesmo motivo é importante sermos racionais e ficar em casa ou em algum sítio mais resguardado e cuidarmos dos nossos. 

Sem comunicações não vamos conseguir saber o que se passa com os nossos familiares e amigos, por isso é necessário alguma ginástica emocional e confiar que tudo irá correr pelo melhor. 

E por neste momento não conseguirmos saber o que se passa com as pessoas de quem nós gostamos é que é tão importante falar deste tópico, para que, estejamos preparados emocionalmente para gerir este evento da melhor forma porque o pânico esse sim é perigoso, não uma quebra de energia. 

 

Por isso, se um dia presenciarmos este apagão, este corte de energia ao nível do globo, se ficarmos todos ás escuras, nada temam: fiquem tranquilos pois vai passar, resguardem-se onde puderem e cuidem dos vossos. 

Manter a calma é essencial e principalmente ter paciência. 

Gritos.

Íris, 25.01.24

 

Quem nunca perdeu a cabeça e gritou com alguém? 

 

Quando gritamos perdemos o nosso autocontrolo por isso é algo que devemos a todo o custo evitar. 

Se alguém grita connosco, não temos nem devemos devolver da mesma forma. 

É uma escolha de cada um. 

Nada acrescenta, e acabamos por entrar num bate-boca onde se perde a razão e dizem-se coisas que mais tarde nos arrependemos. 

 

Manter a nossa paz deve ser a nossa prioridade. 

 

Qualquer pessoa que queira manter a sua paz de espírito deve aprender a moderar o que diz e a forma como o diz, seja com os amigos, pais, companheiros e principalmente filhos. 

 

Por vezes fervemos. E quando assim é, devemos respirar fundo, acalmar os ânimos e aguardarmos até sermos capazes de reproduzir verbalmente o que queremos da maneira como gostaríamos que comunicassem connosco. 

Discussão gera discussão, por isso mais uma vez temos o livre-arbítrio de escolher se queremos ter paz ou não. 

Não há discussões positivas, há conversas e diálogos positivos, onde o objetivo comum é chegar a um consenso. 

Numa discussão há o “despejar”, há toxicidade. 

As palavras magoam mas também curam. 

Se o nosso objetivo é melhorar algo, então devemos optar sempre por ser construtivos. 

 

Muitas vezes é difícil mantermos esta “ginástica” principalmente porque temos passado, temos bagagem com a pessoa com quem nos apetece discutir. 

 

Mas, a pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: vale a pena destruir ou construir? 

 

Se sentimos que vale a pena construir, sabemos que a nossa única opção é parar, respirar fundo e ser o mais gentis possível. Não sabemos o que vai na alma e no coração da outra pessoa. 

 

Se não for para construir, então estamos a perder o nosso tempo e saúde e muitas vezes mais vale nos retirarmos silenciosamente do que largar a pólvora. 

A necessidade que muitas vezes sentimos em ficar com a última palavra, em dizer tudo o que sentimos tem tudo a ver com o nosso ego ferido, e se formos a avaliar bem, raramente tem a ver com a outra pessoa, que apenas desencadeou um trigger num momento em que estamos mais vulneráveis. 

 

Porque o que largamos no ar mais tarde volta para trás. 

Na maioria das vezes somos nós que ficamos com remorsos pelo que dizemos e ou fazemos. 

 

Por isso refletir antes de partir para uma guerra de palavras é essencial. 

 

 

Sonhos. 

Íris, 22.01.24

 

 

Geralmente tenho muitos sonhos e recordo-me deles com muita precisão. 

Acredito que se nos lembramos é porque faz sentido nos lembrarmos. E se nos lembramos, é porque são mensagens a reter ou algo a refletir.

 

Na passada sexta-feira, tive um sonho que gostava de partilhar. 

 

Estava numa praia e estava dentro de água. 

Apesar de ter a água pela cintura, estava bastante longe da areia. 

Naquele momento em que estou dentro de água, segurava um saco enorme e pesado e tentava a todo o custo sair de água, mas seja pelo saco que não era meu (tinha a consciência de que tentava puxar um saco que não era meu). O mar puxava com força e parecia que quanto mais lutava para sair da água, mais andava para trás. 

De repente oiço alguém dizer “cuidado com a onda”. 

Páro e olho para trás. E mesmo atrás de mim, está uma onda gigante, talvez o equivalente a um prédio de 3, 4 andares. Nestes segundos consigo contemplar não só o tamanho da onda bem como a água cristalina, límpida, e de uma cor verde lindíssima. 

Em vez de me assustar, oiço algo como “deixa-te levar”. 

E deixei-me levar, deixei-me ser abraçada por uma onda que, apesar do seu enorme tamanho me levou exatamente onde pretendia chegar, á praia. 

 

E assim que chego á praia, saio da água feliz e aliviada e acordo com este sentimento de felicidade.

 

A mensagem é muito simples. 

Por muito assustadora que nos pareça uma mudança, ou algum acontecimento, pode ser exatamente o que precisamos para chegar onde desejamos. 

Em vez de lutarmos contra ás ondas que nos aparecem no dia-a-dia, quanto mais depressa nos deixarmos levar, mais depressa chegamos ao nosso porto seguro. 

 

 

 

Elevar a nossa vibração. 

Íris, 16.01.24

Dias de Inverno e sem Sol, não ajudam muito a mantermo-nos na nossa melhor versão.

Quando damos por nós estamos pálidos, fartos de ver a chover e de ficar em casa.

 

Quando nos sentimos com menos energia, cansados, parece que de alguma forma estamos desmotivados e sem vontade de continuar, podemos fazer algumas atividades que nos ajudam instantaneamente a melhorar e a nos sentirmos melhor. 

 

Uma delas, a que mais recorro é escrever o que sinto. 

Na maioria das vezes escrevo á mão, num caderno de rascunhos. 

Nem sempre é fácil começar. 

Quando estou bloqueada, tento limpar a mente, não pensar em nada, e ouvir uma música que naquele momento em específico ressoe com o meu estado de espírito. 

Uns momentos depois começo a rabiscar e após começar duas ou três vezes surge um tema do qual me apetece realmente escrever, e aí começo. 

 

Escrevo muitas vezes projeções de algo que quero. 

Não propriamente bens materiais, mas de emoções que quero sentir, como felicidade ou plenitude. 

Debruço-me sobre temas sensíveis que na maioria das vezes não falo com ninguém, são assuntos meus. 

Desta forma, ajuda-me a clarificar para mim mesma o que sinto e atrair alegria e prospriedade. 

Visualizo e escrevo estados de alegria, como a sensação de trabalhar em algo que gosto e que me traga aquela alegria fantástica ao fim do dia, de me sentir útil e realizada.

Ou sobre uma atividade que adorava fazer e que ainda não fiz. 

Escrevo sobre a sensação de estar na praia, no meio da Natureza. 

Não esquecendo que, atraímos o que vibramos, por isso quanto mais elevada a projeção, melhor e mais alegrias atraímos para nós. 

 

Outro dos exercícios que podemos fazer e que rapidamente conseguimos melhorar o nosso sentir, é fazer alguma atividade física, pôr o corpo a mexer. 

Seja em casa, através de alguns exercícios que podemos aceder facilmente através das redes sociais ou uma simples caminhada. 

Seja onde for. 

Não é preciso ser algo complexo, num sítio xpto pois muitas vezes não nos é possível. Por isso qualquer opção serve e é válida. 

Nunca esquecer que a intenção conta muito. 

 

Outra ferramenta é a música. 

Muitas vezes a música é também o que nos pode ajudar a tombar. 

É muito importante escolhermos música que nos alimente a alma, e não a música que ouvimos na rádio, nas discotecas, em que o conteúdo tem tudo menos de bom. 

Basta abrir o Youtube ou o Spotify. 

Uma sugestão é pesquisar por frequências. 

Exemplo:  

Quando acordo depois de uma noite mal dormida, ou sinto algum stress no trabalho, procuro a frequência 999hz no spotify ou youtube e começo a ouvir. 

Quando sinto que não me está a saber bem ouvir esta frequência procuro outra. 

As frequências são ótimas aliadas para nos ajudar a proporcionar um melhor bem estar de forma rápida e segura, sem cairmos em músicas negativas que nos empurram ainda mais para baixo. 

 

Espero que este post seja útil de alguma forma. 

Se para mim resulta, não custa partilhar. 

 

Um excelente dia. 

 

 

Nasci para ser Feliz. 

Íris, 08.01.24

 

 

Acredito que todos nascemos para sermos felizes. 

Por muitos obstáculos que vamos encontrando ao longo da nossa jornada, é preciso ter coragem e principalmente acreditarmos que o Mundo não é só desgraças, mas é muito mais que isso. 

 

Colocar o nosso Mundo em stand-by e olharmos para nós, para o nosso interior e começarmos a aprender sobre a nossa essência é uma tarefa necessária para melhorarmos toda a nossa realidade, ou por outras palavras, qualidade de vida. 

 

Quando o fazemos, parece que por magia tudo á nossa volta começa a encaixar-se, a fazer cada vez mais sentido. 

E é gradual, quanto mais mergulhamos em nós, melhor e mais rápido toda a nossa realidade começa a sorrir-nos. 

Sejam eles assuntos financeiros, familiares ou amorosos. 

Muitas vezes sabemos exatamente o que precisamos mudar na nossa vida mas sentimos medo. 

A intuição não engana, já o medo provoca-nos confusão e parece que não sabemos que direção tomar. 

Sair do nosso conforto para seguir outra rota parece assustador. 

Sabemos que o nosso caminho não é aquele e forçamos. 

Tentamos caminhar pelos atalhos e nada resulta. 

Quando se força algo é porque esse algo não está em concordância com o nosso Eu. 

E todos os obstáculos aparecem, toda uma maré de azar começa quando não estamos no nosso caminho. 

 

Os obstáculos aparecem para nos colocar no nosso caminho, já que não ouvimos a nossa intuição. 

Da mesma forma que quando fazemos algo certo, tudo corre pelo melhor.

Quanto mais próximo do nosso caminho, maiores e mais fortes os sincronismos se tornam e começamos a ter a chamada “sorte”. 

 

A sorte não é mais nada menos do que estarmos a fazer o certo e mais correto para nós. 

 

 

Pela minha experiência de vida que, são 37 anos, não é muito eu sei, mas passei por altos e baixos e tentei sempre encontrar e priorizar o que me faz feliz. 

Não tive um percurso de vida“normal”, longe disso. 

Mas nunca deixei que isso me definisse. 

Aos 20 anos já tinha atravessado parte do meu “deserto” de aprendizagens. 

Mas, sempre acreditei que dias melhores me esperavam. 

Quando não estava a ser correta comigo mesma, parecia que tudo acontecia ao contrário. 

Comecei a dar mais atenção ao que sentia e não ao que racionalizava, de forma a separar o medo da intuição. 

Depois de muitos tombos conheci-me um pouco mais. 

 

Por vezes é preciso recomeçar. 

E não tem nada de mal, mas dá trabalho, é preciso coragem. 

E principalmente o medo de estarmos sozinhos é assustador e deixamos a nossa vida em piloto automático. 

Atribuímos as culpas e responsabilidades a todos e mais alguns, mas a responsabilidade em sermos felizes é inteiramente nossa. 

Quanto mais próximos do nosso caminho estamos, mais sorte e presentes do Universo recebemos. 

E neste momento começamos a sentir as certezas. 

 

Não interesse como nem porquê, mas nascemos para ser felizes, ou a vida não faria sentido. 

 

 

Eu SOU o que SOU.

Íris, 04.01.24

 

 

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Eu, melhor que ninguém sei o que me faz bem. 

Eu, melhor que ninguém sei o que quero. 

Eu, melhor que ninguém sei o que mereço e sei que mereço sonhar. 

 

Esforçar-me nunca foi um obstáculo. 

Não são os entraves que vão aparecendo que são problemas. 

O problema está na complexidade que atribuímos aos obstáculos. 

Eu não tenho problemas, tenho degraus. 

E todos nós podemos atribuir o peso que quisermos aos nossos entraves. 

Quanto maiores os sentirmos, maiores eles se tornarão. 

E, por outro lado, quanto mais leveza tivermos no nosso coração e na nossa visão, na forma como lidamos com tudo, mais depressa conseguimos resolver tudo. 

Não nos aparece nada á nossa frente com que não possamos lidar. 

Muitas vezes pode nos faltar criatividade para o conseguir fazer, mas é apenas isso. 

 

No nosso íntimo sabemos o que fazer e como fazer, mas parece-nos assustador. 

E o medo é o único obstáculo, que é inteiramente controlado por nós. 

Nós temos o controlo de muito mais do que imaginamos. 

Somos moldados por uma sociedade egoísta e fútil, rodeamo-nos de pessoas tóxicas, alimentamo-nos constantemente de conteúdos negativos e toda esta confusão não nos ajuda a ouvirmos o nosso coração, a nossa alma. 

Ela sabe sempre o que ressoa connoco. 

O mais engraçado é que a nossa alma, o nosso EU, não está longe, está dentro de nós. 

E mesmo tão perto, não a seguramos e muito menos a escutamos. 

 

Procuramos a mestria nos outros e seguimos os outros, as modas que os outros nos dão e esquecemo-nos da nossa responsabilidade e compromisso para connosco. 

Cada ser é único e o seu caminho único. 

Claro que não iremos ter sucesso a seguir as pegadas dos outros, pois são as dos outros. 

Escolhermos as nossas, em que seremos pioneiros é um desafio que deveria ser visto com coragem e confiança. 

Mentes turbulentas podem ser tranquilizadas com a simplicidade do silêncio. 

Não é difícil. 

A única dificuldade é ter essa consciência. 

Olharmos para nós é um trabalho maravilhoso e essa sim, deveria ser uma disciplina obrigatória. 

  

 

Nudez. 

Íris, 04.01.24

 

Nudez não é apenas  quando se tira a roupa. 

É muito mais que isso. 

 

 

Nudez é quando alguém te olha nos olhos e te vê, lê a alma, nua e crua. 

É a maior exposição de todas. 

Não há forma de tapar ou esconder seja o que for. 

 

São raras as pessoas que foram capazes de me ler a alma apesar das várias camadas de roupa que possa ter vestida. 

Não há casaco suficientemente forte para esconder seja o que for quando estamos perante um leitor de almas. 

 

Há pessoas de quem nos conseguimos esconder. 

Outras, nem por isso. 

Outras, simplesmente não queremos esconder. 

 

Ansiedade, algum nervosismo, o corpo pode até estremecer um pouco perante situações desta natureza. 

 

É a verdadeira exposição de uma pessoa. 

E ao mesmo tempo é tão bom. 

É libertador. 

Não é preciso esconder, é assim que somos. 

Aceitando-nos a nós próprios ou nem por isso. 

Um leitor de alma consegue ver-te como realmente és, por muito que não percebas quem realmente és. 

Pode sentir as tuas capacidades, a tua essência. 

Pode sentir se estás a mentir ou até mesmo as intenções que guardas sem te dares conta. 

Não é mágico, não é ficção, tudo é energia. 

Nós somos energia. 

 

A forma como vemos alguém não vem apenas da visão proveniente dos olhos. 

Não é apenas preto branco ou a cores. 

É uma mistura de vários sentidos. 

São todos os sentidos que se unem e nos dão uma perceção de algo. 

 

Quanto mais aprimorarmos os nossos sentidos, melhor será a nossa visão. 

Mais eficaz.

Podemos ver vários exemplos desta natureza em filmes e séries sobre Karaté, Judo, Tai-chi, em que aprendem a treinar de olhos vendados e aprendem a sentir. 

 

O sentir é exatamente isso. 

É ver sem olhar. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu primeiro Amor. 

Íris, 04.01.24

 

 

Não foi um rapaz, muito menos um homem. 

O meu primeiro Amor foi e é a minha sobrinha, que também é minha afilhada. 

 

Tinha 10 anos quando a minha irmã soube que estava grávida. 

Foi uma gravidez de risco e estive com ela durante grande parte da gravidez, em casa dela. 

Até que ponto uma criança de 10 anos consegue ajudar numa situação destas? 

Não muito, mas talvez a ligação, o carinho e o Amor que tinha e tenho pela minha irmã fosse apenas o necessário para a ajudar na situação em que estava. 

Esteve em repouso absoluto durante vários meses. 

A minha mãe e o meu cunhado sempre estiveram muito presentes. 

O meu cunhado sempre foi uma pessoa muito dedicada em tudo. É um ser espetacular. Daquelas pessoas que tira de si para dar aos outros e na sua própria vida pessoal claro que não iria falhar. 

 

Tudo correu pelo melhor durante a gravidez e a minha sobrinha nasceu muito saudável. 

 

Quando ela nasceu, tinha feito 11 anos á 20 dias. 

 

Aquele ser pequenino tão lindo. 

Recordo-me tão bem. 

 

Tenho vivas muitas memórias como se tivesse sido algo mais recente. 

A minha irmã nunca teve medo de a colocar no meu colo, muito pelo contrário. 

Logo na maternidade peguei nela ao colo. 

Com todo o cuidado de segurar na pequena cabecinha, que na altura não tinha força alguma. 

Parece que afinal tinha jeito e foi uma surpresa para mim. 

 

Quando ela nasceu estávamos em Agosto e estava de férias da escola, e estive grande parte desse tempo com a minha irmã em casa dela. 

Anteriormente tinha estado em casa dela para ajudá-la e depois do nascimento também, até regressar á escola. 

Desde os primeiros dias dei-lhe banho e mudei fraldas. 

A única coisa com que não lidava bem era mesmo com os cheiros dos cócós(risos), confesso. 

 

Recordo-me de sentir uma grande responsabilidade pegar-lhe ao colo, dar banho, ela era tão pequena que tinha medo de a magoar. 

Mas rapidamente ganhei prática e afeiçoamo-nos muito. 

 

Adormecia-a com uma facilidade tremenda. 

Sempre que estava presente era a mim que pediam para a adormecer e era tão rápido, um verdadeiro descanso para os adultos. 

 

Mesmo quando regressei á escola tive muito contato com a minha sobrinha, apesar de nem todas as razões serem positivas. 

 

A minha irmã passava sempre os fins-de-semana na minha casa ou eu na dela. 

Mas geralmente era eu que passava os fins-de-semana com ela. 

 

Quando aquele ser pequenino cresceu um pouco mas ainda não gatinhava sequer, ganhou muitas “manhas” saudáveis de que me orgulhava muito, confesso. 

A minha sobrinha fazia birras e a minha irmã chegava a estar dias sem que lhe conseguir dar um banho completo como o lavar a cabeça porque ela não deixava. 

Mas quando a tia estava presente, era banho, comia tudo e não fazia birras, muito pelo contrário. Fazíamos tudo em modo de brincadeira e corria sempre bem!

Adorávamo-nos muito. 

Para adormecê-la, bastante encostá-la a mim e nem 5 minutos demorava para que entrasse no mundo dos sonhos. 

Recostava-me no sofá com ela no colo. Virava-a para mim e abraçava-a. Assim que a encostava no meu peito os olhinhos começam a fechar e só se ouvia o barulho da chucha durante uns 2 minutos no máximo. 

 

Até aos 5 anos esta pequenina teve muitos períodos de tempo em que ficava doente e não podia ir para um infantário. 

Então ficava em minha casa, comigo e com a minha mãe. 

A minha mãe trabalhava apenas algumas horas por dia e eu tinha horários escolares que ocupavam apenas parte do dia. Conciliávamos os nossos horários para ficar com ela. A minha avó que morava no prédio ao lado do meu e já reformada á muitos e largos anos ajudava também. 

Sempre que estava de férias era eu quem ficava com ela. 

Ao início pareceu-me uma tarefa difícil até porque também gostava de ter a minha liberdade, mas a verdade é que esta pequenina portava-se tão bem que não dava trabalho absolutamente nenhum. 

Sempre bem-disposta, sempre meiguinha, e sempre colaborou comigo. 

Seja para comer, para mudar a fralda, ela facilitava-me a vida e não tenho memória de um único dia em que ela tenha feito birra. Um único dia. 

Passava horas e horas a brincar com ela. 

Entre legos, bonecos, fazer rabiscos, passávamos horas a brincar. 

Dançar e cantar, pular e desarrumar a casa toda era diário. 

Mas era tão saudável! 

Na hora de arrumar, recordo-me também de lhe dizer que arrumar era “fixe”. E ela ajudava-me á maneira dela, brincávamos enquanto arrumávamos, tudo era feito de uma forma tão leve. 

Tudo era fácil. 

 

Hoje ela tem 26 anos. 

Trabalha com crianças autistas e adora o que faz. 

Tem uma energia contagiante, é uma jovem adulta linda e maravilhosa de quem eu tenho muito orgulho! 

 

Temos uma relação desapegada. 

Passamos dias e até semanas sem falar, mas quando algum tema mais relevante aparece, ela não hesita em ligar e combinamos estar juntas para falar. 

Faria e faço qualquer coisa por ela, da mesma forma como ela faz tudo por mim. 

Não há cobranças, não há críticas. 

Há Amor e é só o que precisamos! 

 

Por um Mundo com mais jovens adultos assim, com muito Amor para dar!